Maturidade digital não é tamanho. É método.

Os dados do IMD 2025/26 mostram que o avanço digital no setor de eventos depende menos de porte ou orçamento — e muito mais de como processos, dados e decisões são organizados.

Quando se fala em maturidade digital no setor de eventos, ainda é comum associar o tema ao tamanho da empresa ou ao volume de recursos disponíveis. A leitura implícita costuma ser simples: empresas maiores seriam, naturalmente, mais maduras.Os dados do IMD 2025/26 — Índice de Maturidade Digital e de Inteligência Artificial do setor de eventos — indicam outra coisa.A maturidade digital no setor não cresce de forma proporcional ao porte. Ela avança quando existe método.

Onde a maturidade realmente aparece

O IMD 2025/26 mostra que níveis mais altos de maturidade digital estão associados a operações que apresentam três características recorrentes: 

> Processos minimamente definidos;
> Dados registrados de forma consistente;
> Decisões financeiras e operacionais baseadas em histórico.

Esses fatores aparecem com mais força em modelos onde há maior previsibilidade de caixa e melhor integração entre áreas — independentemente do tamanho da empresa.Não por acaso, o estudo aponta que 40,7% dos eventos B2C estão nas faixas mais altas de maturidade digital, enquanto apenas 23,7% dos eventos B2B atingem esse mesmo nível. A diferença não está apenas no tipo de evento, mas na forma como a operação é organizada.

Ferramentas existem. Método, nem sempre.

Outro achado recorrente do IMD 2025/26 é a dissociação entre adoção de ferramentas e maturidade real.

O setor já utiliza uma combinação ampla de soluções digitais — planilhas, sistemas financeiros, ferramentas de comunicação e plataformas especializadas. Ao mesmo tempo, 68,9% dos respondentes ainda utilizam o WhatsApp como principal canal de comunicação com clientes e fornecedores, e 50% recorrem a mensagens diretas em redes sociais para tratar temas operacionais.

Isso indica que a tecnologia está presente, mas a informação continua fragmentada. Quando contratos, orçamentos, ajustes de escopo e pagamentos não se conectam, o aprendizado não se consolida — e a maturidade não evolui.

O efeito direto sobre decisões e IA

Esse padrão ajuda a explicar outro dado do IMD 2025/26: embora 78,4% dos respondentes já utilizem IA para criação de conteúdo, apenas 21,6% a aplicam em decisões financeiras.

Não se trata de resistência à tecnologia. Trata-se de base.

Sem método — sem dados estruturados, processos claros e histórico acessível — a IA não encontra insumos para apoiar decisões. Ela funciona bem onde o contexto é leve (criação), mas pouco onde a decisão exige consistência (gestão financeira).

O que empresas mais maduras fazem diferente

Os dados do IMD 2025/26 sugerem que empresas com maior maturidade digital não fazem algo necessariamente mais sofisticado. Elas fazem algo mais consistente.
Em geral, elas:

> Registram informações críticas desde a origem;
> Reduzem dependência de decisões improvisadas;
> Conectam orçamento, execução e financeiro;
> Aprendem com projetos anteriores.

Esse conjunto cria previsibilidade. E previsibilidade é o que permite evoluir.

Um aprendizado central do IMD 2025/26

A maturidade digital no setor de eventos não é uma corrida por ferramentas.
Ela é um processo de organização.Enquanto método for substituído por improviso, e dados por conversas dispersas, o avanço seguirá desigual — independentemente do tamanho da empresa.O IMD 2025/26 mostra que quem organiza melhor a operação decide melhor. E quem decide melhor sustenta crescimento com menos risco.

O IMD 2025/26 — Índice de Maturidade Digital e de Inteligência Artificial — é um estudo realizado pela ABRAPE em parceria com a Peppow.
O relatório completo está disponível no site da ABRAPE.
No Hub IMD da Peppow, publicamos análises práticas sobre o que os dados revelam para a gestão real de eventos.

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